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29 julho 2013

Quando...



Quando foi aquele tempo 
em que eu me olhava, sonhando, 
nas águas desta bacia 
e via o rosto da moça 
que, do fundo, me sorria? 

Onde foi parar o sonho? 
Pra onde foi a magia? 
Pra onde o rosto da moça 
que, do fundo, me sorria? 

Em que águas refletida 
sorri agora, tardia, 
a face que me sorria 
lá no fundo da bacia? 

Maria Thereza Noronha

Imagem 1 Tela de Jim Farrant
Imagem 2 Tela de Alexander Titarenko

25 julho 2013

O mar....



Troco confidências com o mar
Reclamando meus dissabores,
Misturando lágrimas com as águas
E gargalhando com as ondas
Que se quebram na minha alma.
O cansaço atordoa-me a coragem, a sensatez
E mascaro o tempo que passa
Sentada no crepúsculo da vida
Onde em tudo
Existe apenas o nada!

Conceição Bentes

*As imagens são do Morro Cambirela, região de Florianópolis,
coberto pela neve que nos visitou esta semana.

Foto de Márcio Alves
Foto de André Rosa

20 julho 2013

As flores



As flores  são formas 
de que a pintura se serve 
para disfarçar a natureza.


Por isso é que 
no perfil duma flor 
está também pintado 
o seu perfume. 

Albano Martins



14 julho 2013

Chuva


(...)
A chuva chove ligeira,
Nos nossos olhos e molha.
O vento venta ventado,
Nos vidros que se embalançam,
Nas plantas que se desdobram.
Chove nas praias desertas,
Chove no mar que está cinza,
Chove no asfalto negro,
Chove nos corações.
Chove em cada alma,
Em cada refúgio chove;
E quando olhaste em mim,
Com os olhos que me seguiam,
Enquanto a chuva caía
No meu coração chovia
A chuva do teu olhar.

Ana Cristina César


Ana Cristina César

06 julho 2013

Caminho do mar



Não deixo de amar porque envelheço,
envelheço se deixo de amar.

Não deixo de querer porque enlouqueço,
enlouqueço se deixo de querer.

A vida me leva e traz, me sobe e desce,
no céu celeste;
a morte me aguarda um dia, sem simpatia,
no fim da via. 
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Mas, vou levando a poesia, à luz do dia,
anotando andanças, sem nostalgia;
do sol que me guia, pelas profecias,
descubro a prática desta teoria.

Não deixo de escrevinhar porque me canso,
me canso se deixo de escrevinhar.

Onde o caminho do mar?
Onde partir e chegar?
Onde encontrar seu lugar?

Me diz logo...
Onde o caminho do mar? 

(Raul de Taunay, Trípoli, 7 de julho de 2013)


Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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