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15 setembro 2011

Vento


Passaram os ventos de agosto, levando tudo.
As árvores humilhadas bateram,
bateram com os ramos no chão.
Voaram telhados, voaram andaimes, voaram coisas imensas;
os ninhos que os homens não viram nos galhos,
e uma esperança que ninguém viu, num coração.

Passaram os ventos de agosto, terríveis,
 por dentro da noite.
Em todos os sonos pisou, quebrando-os, o seu tropel.
Mas, sobre a paisagem cansada da aventura excessiva -
sem forma e sem eco,
o sol encontrou as crianças procurando outra vez o vento
para soltarem papagaios de papel.

Cecília Meireles




9 comentários:

فشكووول disse...

Greetings
Ventos de verão em agosto
Quente muito quente ..
Eu não gosto de verão
Greetings

Agulheta disse...

Amiga Sónia.Setembro está findo,o verão nos deixa e temos mais tempo para andar por aqui,só ficaram as memórias do mar e amor de verão.A poesia de Cecília é divinal e adoro ler esta poeta,embalada nesta bela melodia de amor...lindo.
Beijinho bfs

Luiza França disse...

Oh Sonia, linda lembrança deste poema perfeito da nossa Cecília. As imagens estão lindas.

Bjs

Unlucky disse...

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Maria disse...

Cecilia Meireles é sempre uma excelente escolha. Lindas fotografias.
Bom domingo
Beijinhos
Maria

Luís Coelho disse...

A poesia de Cecília Meireles e as fotografias parecem completar este quadro de Agosto.

María del Carmen Menéndez García disse...

Es un remanso tu espacio Sonia. Mi cariño para ti. María del Carmen

Sônia Brandão disse...

Você falou das minhas fotos, mas as suas é que são lindas! Continua muito agradável o seu espaço.

bjs e boa semana.

Eloah disse...

Querida,os ventos na ilha são alvissareiros.Trazem consigo bons tempos, muitas vezes.Primavera na porta é sinal de que a ilha engalanada nos encantará sempre mais.Lindas fotos, como sempre.Tenha uma semana encantada e inspiradora.Bjs Eloah

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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