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21 setembro 2013

Quero escrever...


Quero escrever sem pensar.
Que um verso consolador
Venha vindo impressentido
Como o princípio do amor.

Quero escrever sem saber,
Sem saber o que dizer,
Quero escrever urna coisa
Que não se possa entender,

Mas que tenha um ar de graça,
De pureza, de inocência,
De doçura na desgraça,
De descanso na inconsciência.

Sinto que a arte já me cansa
E só me resta a esperança
De me esquecer do que sou
E tornar a ser criança.

Dante Milano


6 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Também assim quero escrever
Sem de verdade o saber
E dizer tudo o que sinto
Sem o poder entender

Beijos e um bom Domingo

Cidália Ferreira disse...

Bom dia

Maravilhoso. Gostei muito

Bom Domingo
beijos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Lídia Borges disse...


Maravilhoso poema em que o mito da infância se levanta soprado pela voz doce do poeta.

Um beijo

Ricardo- águialivre disse...

Todos nós um já desejámos ser novamente crianças.Mas o tempo não retorna, não é verdade?

Gostei muito de ler..Perfeito e sedutor Poema

Bom domingo
Deixo abraço
*************************
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Eduardo Aleixo disse...

É um poema muito belo, ternurento, com versos que apelam ao regresso à pureza dos sentimentos.

Sotnas disse...

Olá Sônia, e que tudo esteja bem!


Ainda que sem entender, ou mesmo saber certo escrever, saber ser criança é saber ser feliz !

Belo escrito, de intensa lembrança, e a imagem também é deveras cúmplice do belo poema!

Mas por cá é sempre assim, as tuas escolhas sempre deveras acertadas, obrigado por compartilhar, e pelas gentis visitas.
Desejo que teu viver seja sempre tão intenso e feliz, um grande abraço e, até mais!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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