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30 dezembro 2008


Preciso do teu silêncio
cúmplice
sobre minhas falhas.
Não fale.
Um sopro, a menor vogal
pode me desamparar.
E se eu abrir a boca
minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo,
pode construir. É um modo
denso/tenso
- de coexistir.
Calar, às vezes,
é fina forma de amar.

Affonso Romano de Sant'Anna

9 comentários:

Eu sei que vou te amar disse...

Belo e profundo dizer, no silencio dos sentimentos as palavras dao vida aos sons que renascem neste poema!
Desejo de um prospero ano cheio de paz, amor e saude!
Um brinde a vida!!
Beijo doce

Sereia* disse...

Obrigada pelo mergulho que deixou no 'meu' Mar :)

Não conhecia o seu canto, mas gostei muito das fotos e das palavras que partilha.

Votos de um Novo Ano cheio de luz e de cor

Sereia*

O mar me encanta completamente... disse...

É no silêncio que as palavras mais profundas e preciosas, gritam...
Lindo demais!!

meu beijo querida, e os votos de um 2009 brilhante.

Glória

Paula Raposo disse...

Este poema do Affonso Romano de Sant'Anna é perfeitamente fantástico. Diria : sublime! Obrigada pela partilha. Muitos beijos.

Branca disse...

Ano novo,vida nova!
Que realize todos os seus sonhos, que tenha muito amor pra dar e receber, que nunca falte uma palavra de carinho de seus amigos, mesmo que virtualmente e que seja sempre muito feliz!
Feliz 2009 pra ti!
bjo carinhoso,
Branca.

daniel milagre disse...

Sónia

Boa fotografia, naturalmente tua, ou de escolha, com é o poema que seleccionastes e divulgas, do poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
Gostei!...
Beijos,
Daniel

maria disse...

LINDO...

Muita LUZ para 2009
Beijinho

Ana Martins disse...

Querida amiga,
Agradeço e retribuo continuação de Festas Felizes, que o Novo Ano seja repleto de paz, saúde e amor e que todos os seus desejos se concretizem.

Beijinhos,
Ana Martins

Aníbal Raposo disse...

Olá Sônia,

Que profundidade de poema.
Belíssima escolha.

Calar é muitas, muitas vezes uma fina (e mal entendida, acrescento eu) forma de amar.

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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