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06 janeiro 2009



Nenhum sopro de ausência.
Só a paixão
Suave de um sol íntimo
No seu ninho verde e alaranjado.
Simplicidade de substância volátil,
Desejo no seu silêncio,
Luxo indolente, frescura de vértebras solares.
Intimidade perfeita
E que demora numa cândida estância.
Tudo se tornou interno neste espaço interior,
Na delícia extrema de um sossego de folhas.

O que era fugaz converteu-se em tempo enamorado
E em tranquila doçura de hábitos.

António Ramos Rosa

8 comentários:

movilla disse...

Descobri ao acaso o teu belíssimo blog.
Visual fantástico, completamente apropriado para o teu tema.
Saudações.
MoVilla
http://www.desertescapes.blogspot.com/

Dois Rios disse...

Vi a tua foto lá nos "seguidores" dos meus rios e segui a correnteza até chegar num belo e suave blog. Vou ficar. Vou voltar.
===
A paixão é isso: transubistancia-se.
Lindo poema!

Beijo,
Inês

Colibri disse...

Olá,

Lindíssimo... tranquilo... suave... simplesmente delicioso...

Beijinhos e óptimo 2009!

Colibri
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O meu último sentir…
A grande revelação é acreditar… (Novo blog: Eis-me aqui).
Brevemente terei um novo post em Traços de Angola.

Carla disse...

belo trabalho com uma boa conjugação de texto e imagem
beijos e bom ano

Maria Clarinda disse...

Maravilha de foto e poema!!!!Adorei.
Jhs mil

☆Fanny☆ disse...

Adoro António Ramos Rosa!!! Belíssima escolha, minha amiga!

Feliz Ano Novo!!!

Beijinhos de estrelas*

Fanny

Marta Vasil disse...

António Ramos Rosa, grande poeta, aqui nos deixa palavras em tranquilidade e cumplicidade com o amor e paixão.

Mais uma óptima escolha!

beijinhos


MV

FERNANDA & POEMAS disse...

Querida Sonia, belíssimo poema Amiga!... Beijinhos de boa noite, Fernandinha

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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