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30 abril 2009

Cai a chuva abandonada


Cai a chuva abandonada
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.

Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente

do que me fala à razão.
Mas a razão é limite
do que tem ocasião

de negar o que me fite
de onde é a minha mansão
que é mansão no sem-limite.
Ao longe e ao alto é que estou
e só daí é que sou.


Vergílio Ferreira,
in 'Conta-Corrente 1'
Imagem: http://lh4.ggpht.com/clarice.matos

11 comentários:

Osvaldo disse...

Oi Sonia;

Quando cai a chuva... penso sempre no Sertão. Que bom seria se isso acontecesse no "Coração do Brasil".

Belo poema do Vergílio Ferreira e quebom é dee termos pessoas como a Sonia para promoverem os grandes poetas da nossa literatura.

bjs, Sonia e que a chuva continue regando os belos Prados do Brasil.

Osvaldo

Adolfo Payés disse...

lindo como siempre leerte y llevarme de tu espacio la ternura infinita de los versos..

un abrazo inmenso
besos

saludos fraternos

Sandra S. disse...

Vergílio Ferreira, adoro a maneira que ele escreve.
E adorei o blog, as imagens, está lindo :)


Beijos e bom fim de semana***

Flor de Lótus disse...

Bom dia minha amada.
Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente
.......
E isso!
muito obrigada pela visita á minha página.
Um bom fim de semana.

Luiz Caio disse...

Oi Sonia! Como vai?

Muito bonito este poema... Muito bonita também, é esta sua alma poética!

OBRIGADO! E TENHA VOCÊ TABÉM UM ÓTIMO FERIADO!

BEIJOS.

Sidney Ramos disse...

O muito para alguns é muito pouco,
Enquanto o nada por vezes é tudo a outros.
Muito bonito o poema.
O nada apenas é o início.
Obrigado por tudo!

Daniel Costa disse...

Sonia

Gostei do poema de Virgilio Ferreira, que tendo falecido, parece estar por cá muito esquecido.
No entanto, deixou uma obra de muito mérito.
Mérito também em apresentares um dos seus bons poemas.
Daniel

Princesa disse...

O fluir da vida pode trazer
furacões, terremotos e outras calamidades,
mas, quando o Amor existe,
atravessamos todas elas
com um sentimento de invulnerabilidade.

bom fim de senana
um beijo

Escrevendo na Pele disse...

Que sutileza de palavras e que imagem maravilhosa! A chuva... caindo mansa... beijinhos em pingos d'água.

pal4all disse...

Nice blog template, photos though i don't understand your language. keep fine

Gaspar de Jesus disse...

Sonia
Foi um prazer voltar aqui!
Parabéns pela escolha de Vergilio Ferreira.
Obrigado pela visita.
Bjs
g.j.

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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