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30 junho 2009

Tu que te esqueceste de ti


Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Quer ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
O único.
Vence a miséria de ter medo.
Troca- te pelo desconhecido.
Não vês, então, que ele é maior?
Não vês que ele não tem fim?
Não vês que ele és tu mesmo?
Tu que andas esquecido de ti?

Cecília Meireles in "Cânticos IV"
Imagens:Sônia Schmorantz

13 comentários:

Isabel José António disse...

Querida Amiga Sonia,

Lindíssimo poema! Lindíssimo.

Parabéns.


Quem ousará avançar
Rumo ao desconhecido?
Quem quererá penetrar
Além do que é conhecido?

Se todos nós nos deixarmos
Por conforto ou comodidade
Embalar e nos amarrarmos
Estaremos londe da verdade

O conhecido é útil!Confortável
Mas de novo não nos traz nada
O Novo é muito bem provável
Descobri-lo em cada alvorada

Um grande abraço para si

José António

Osvaldo disse...

Oi, Sonia;

Linda mensagem da Cecília que em prosa mostrava o quanto a humanidade por vezes se esquece de sua existência quando envolvida e ultrapassada pelos extremos da própria existência!...

Parabéns, Sonia, por valorizar os grandes autores da nossa literatura neste seu belo blog.

bjs
Osvaldo

Olhar o mar disse...

Por aqui passo amiga para lhe desejar um bom dia e uma optima semana e poisar os sentimentos e coração nestes poemas escolhidos com alma.

Felicidades para toda a familia

um abraço noutra onda que agora me chega e devolvo com amizade.
olharomar

(Carlos Soares) disse...

Fui lendo,lendo e me encantando.E no fim de quem é autoria? Cecília Meireles.Tinha que ser. E parabéns a voc~e por ter essa anteninha tão boa para sensibilidade.Você é boa amiga.beijos

(Carlos Soares) disse...

Fui lendo,lendo e me encantando.E no fim de quem é autoria? Cecília Meireles.Tinha que ser. E parabéns a voc~e por ter essa anteninha tão boa para sensibilidade.Você é boa amiga.beijos

Déia disse...

Lindíssimo poema! Parabens! bj

sam rock disse...

Os versos de Cecília Meireles chéganme ao máis fondo da alma, como tamén esa imaxe da praia baixo un ceo borralleiro.

Unha aperta

Alda disse...

Gosto muito de ler Cecília de Meireles! lindo poema!
Um beijo
Alda

Maria Emília disse...

Este bonito poema fez-me lembrar a história de da gaivota escrita por Richard Bach: "Fernão Capelo Gaivota passou o resto dos seus dias sozinho, mas voou muito além dos Longínquos Telhados. A sua única mágoa não era a solidão - era perceber que as outras gaivotas se negavam a acreditar na glória de voar, que se recusavam a abrir os olhos e ver."

Lampejos disse...

...

Cecília Meireles encanta-nos com os seus poemas.

E tu encantas-nos
...ainda mais
com as tuas preciosas
imagens:-)

Obridada, Sônia:)


(a)braços,flores,girassóis..=)

Marta Vasil disse...

Um poema lindíssimo que se centra em quem ficando no mesmo lugar pode partir por aí, talvez para lugares sonhados ou apenas para se fugir do lugar de onde não se sai.

Beijinho e feliz fim de semana

MV

lupussignatus disse...

tactear

o

des
conhecido


[sem
temor]


*abraço*

Ana Martins disse...

Boa noite Sónia,
por vezes é preciso lermos um poema como este, para que olhemos pelo menos um pouquinho para nós... Muito lindo, bela escolha!

Beijinhos,
Ana Martins

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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