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04 julho 2009

A brisa do tempo


Primeiro era um banco
Frente ao mar calmo.
Sentados nele, calmos,
Dois marinheiros,
Que dividiam a mesma alma,
Falavam de amores passados
Que nunca passaram.

O mais velho tinha um porto em cada amor,
O mais moço tinha um amor em cada porto.

Havia neles uma solidão
Que o mar não continha.

No dia seguinte era um banco
Impregnado de vazios,
E um navio à procura de um porto
Que pudesse lhes conter a alma.

Oswaldo Antônio Begiato
http://poesiamsicagentedanossaterra.blogspot.com/

Imagens por Eduardo Poisl

4 comentários:

direitinho disse...

Que bonito este poema.
Gostei bastante e traduz em plenitude a alma do marinheiro e a do navegante no mar do amor onde tem um porto no mar do coração.

Léo disse...

Excelentes fotos.

E já o disse aqui mesmo no teu blog que nenhuma relação de amor é tão fiel quanto o do Marinheiro e o mar.

Direto do Rio.
Beijos.

Papoila disse...

Olá Sónia:
Belíssima foto.
O poema canta a alma do marinheiro e essa relação impar que ele tem com o mar!
Beijos

Daniel Costa disse...

Sonia

A brisa encanta-me sempre! Vivia-a intensamente e recordei muito a tua ilha. Estando a retomar a actividade aos poucos, passei, o que deu prazer.
O blog, em si, já é atraente, o que se completa com óptimos poemas.
Daniel

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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