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05 julho 2009

Última Página


Mais uma vez o tempo me assusta.
Passa afobado pelo meu dia,
Atropela minha hora,
Despreza minha agenda.
Corre prepotente,
A disputar lugar com a ventania.
O tempo envelhece, não se emenda.
Deveria haver algum decreto
Que obrigasse o tempo a desacelerar
E a respeitar meu projeto.
Só assim, eu daria conta
Dos livros que vão se empilhando,
Das melodias que estão me aguardando,
Das saudades que venho sentindo,
Das verdades que ando mentindo,
Das promessas que venho esquecendo,
Dos impulsos que sigo contendo,
Dos prazeres que chegam partindo,
Dos receios que partem voltando.
Agora, que redijo a página final,
Percebo o tanto de caminho percorrido
Ao impulso da hora que vai me acelerando.
Apesar do tempo, e sua pressa desleal,
Agradeço a Deus por ter vivido,
Amanhecer e continuar teimando ...

Flora Figueiredo
Imagens de Eduardo Poisl e Sônia

22 comentários:

João MaC Santos disse...

Poemas muito bonitos. Também gosto do seu Blog.
Agradeço a sua visita ao meu Blog Aves da Minha Terra e gostaria que fizesse uma visita ao Blog http://joiasdanatureza-cerveira.blogspot.com/ que agora também é livro.
Abraço e bom Domingo

Pena disse...

Oh, Linda Amiga:
Um belo e sensível poema de melodia fabulosa ao preenchimento de uma vida. A sua linda existência.
Não fique preocupada será sempre uma poetiza maravillhosa, doce, linda.
Delicioso poema e com uma sensibilidade à flor da pele. Vísivel. Terno. Simpático.
Estou longe de casa, peço desculpa.
Um poema deslumbrante de pureza e beleza imensas.
Fantástico. Parabéns sinceros. Adorei.
Tudo de maravilhoso, sim, amiguinha fabulosa e meiga?
Beijinhos de imenso respeito, estima e consideração.
Maravilhado...


pena


Linda...!

Adolfo Payés disse...

Bello es leerte siempre

Un gusto inmenso leerte

Saludos fraternos con mucho cariño
Un abrazo
Besos

Sônia Brandão disse...

Você sempre nos brinda com lindas fotos e poemas.
Beijos.

direitinho disse...

Nunca comentei as sua fotografias que são sempre maravilhosas, pois fico avido da leitura dos poemas que me encantam.
Este tambem trás uma mensagem para se meditar e guardar.
O tempo nunca perdoa e nunca desacelera na sua corrida.
Nós perdemos muito tempo sem tempo nem hora marcada nas curvas que fazem os pensamentos.
Sina do tempo
Tempo de fado...

Rabiscando disse...

O tempo sempre nos assusta.

Adorei teu blog, parabéns!

1 beijo!

Paula Raposo disse...

Um muito lindo poema!! Beijos.

i ILÓGICO disse...

um segundo...
é o bastante...
para ser antes.

Mar Arável disse...

Bjs

gaivotadourada22 disse...

Lindíssimo teu Blog... é uma maravilha vir aqui e encantar os olhos e o coração!!! Beijos!

Karla Moreno disse...

Lindíssimo texto e linda foto!
Ótima semana pra srª tbm..
Beijao,
Kakau. =)

Osvaldo disse...

Oi, Sónia;

Aqui está o motivo porque nos apaixonamos pela poesia...

bjs
Osvaldo

Graça Pereira disse...

Meu Deus, com a música que vem chegando com o vento da sua ilha, eu recuei ao passado... estou em Moçambique, amando, dançando na velha boîte, vivemdo, sorrindo...Tudo é lindo no seu blog.Dos mais bonitos e ternos que tenho visitado. Um beijo e obrigado Graça.

(Carlos Soares) disse...

É o senhor tempo,amiga.desejo ótima semana.
///
O VELHO,O MENINO E O TEMPO.


Roda, menino
roda o pião.
Brinca com ele na palma da mão
Às vezes o próprio menino é o pião
gira como quer nessa brincadeira.
E lá vai o menino subindo a ladeira
dono da própria emoção.
-Menino,vá deitar
guarde esse brinquedo.
-Não, mamãe...
veja o relógio na parede
ainda é muito cedo pro meu coração.
Roda, homem
o mundo roda rápido como um pião
já não cabe na palma da mão.
- Levanta, homem!
Vá ser brinquedo no meio desse tufão
veja a foto na parede
já não é tão cedo no seu coração.
O tempo não é brincadeira
e lá vai o homem descendo a ladeira
sem ser dono da própria emoção.

CARLOS SOARES( gvpoeta.blogspot.com)

(Carlos Soares) disse...

É o senhor tempo,amiga.desejo ótima semana.
///
O VELHO,O MENINO E O TEMPO.


Roda, menino
roda o pião.
Brinca com ele na palma da mão
Às vezes o próprio menino é o pião
gira como quer nessa brincadeira.
E lá vai o menino subindo a ladeira
dono da própria emoção.
-Menino,vá deitar
guarde esse brinquedo.
-Não, mamãe...
veja o relógio na parede
ainda é muito cedo pro meu coração.
Roda, homem
o mundo roda rápido como um pião
já não cabe na palma da mão.
- Levanta, homem!
Vá ser brinquedo no meio desse tufão
veja a foto na parede
já não é tão cedo no seu coração.
O tempo não é brincadeira
e lá vai o homem descendo a ladeira
sem ser dono da própria emoção.

CARLOS SOARES( gvpoeta.blogspot.com)

Xana disse...

É assim mesmo, enquanto o tempo vai passando a gente vai vivendo e com a hipotese de ser feliz :)

beijinhos querida e uma semana iluminada!

tania não desista disse...

sonia,antes ,do belo texto, as imagens me agradam, sem medidas...
primeiro ,atraem pelo que vejo...depois me levam a imaginar outras sensações criativas...
tudo...muito bom!

bjos
taniamariza

Deusa Odoyá disse...

Olá minha estimada amiga.
Que lindo poema e sua foto iluminada, a natureza como sempre a nos prestigiar os dias.
Adoro animais, flores e imagens, tudo que possa vir da natureza.
Beijinhos doces, minha amiga sonia.
Uma semana de muita paz, glórias e luz.
Fiquem na paz de Deus.
Sua amiga de blog.
Regina Coeli.

Obrigao por sua visita ao meu cantinho.

Maria Emília disse...

Sónia, como este bonito poema conta tão bem a realidade.
É bem certo tudo o que ele encerra.
Um beijinho,
Maria Emília

Maria Madalena Schuck disse...

Passando para desejar uma semana plena de alegrias e realizações!
Lindas sua fotografias, adorei!
Beijos.

Zilda Santiago disse...

Lindo poema!!Sempre uma alegria vir aqui.Bj no coração.

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...querida amiga sonia , que bello es conjugar el mar , la sensibilidad de tus poemas y el amor hecho vida en los versos...Desde mis HORAS ROTAS,
y AULA DE PAZ
un afectuoso abrazo y
cariño compartido
siempre desde el alma
saludos
de amistad:
---Jose Ramon---

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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