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02 agosto 2009

Entre o que vejo e o que digo



Entre o que vejo e o que digo,
entre o que digo e o que calo,
entre o que calo e o que sonho,
entre o que sonho e o que esqueço,
a poesia.
desliza entre o sim e o não:
diz o que calo,
cala o que digo,
sonha o que esqueço.
Não é um dizer: é um fazer.
É um fazer que é um dizer.
A poesia se diz e se ouve: é real.
E, apenas digo é real, se dissipa.
Será assim mais real?

(Octávio Paz – México)


Imagens: Tom Schmorantz

4 comentários:

A.S. disse...

Sónia...

Belo Poema!...

Nada é mais real que a poesia!!!


Beijos...

María Lasalete Marques disse...

Nadie murmulla en mis oídos
Las frases que brotan de este corazón
Negado a creer que la poesía son simples palabras que riman
Ellas encierran leves roces y caricias al alma
Son las rosas en medio de la pradera silvestre
Y el agua fresca en el oasis de la vida
Nadie me dice que debo escribir
Solo escribo el sabor del viento en mi piel
El amor que expreso en cada verso
En cada copla o el compendio de frases dulce y sutiles
Nadie me dice como escribir, pues ni la razón misma
Lograr silenciar el corazón cuando este en palabras gime
En caricias arropa el cuerpo de esta que les escribe
Y que toma un instante para decirles

Es ese hermoso ser parte de un mundo que soñamos y la forma como vemos la vida. Creo que el mundo fuera Paraiso, si todos fueramos poetas.

Gracias por vuestros versos y por regalarnos poesía

Obrigado por partilhar um belo blogs, adoro o Mar e as gaivotas, pois nelas se escrebe a Liberdade.

Nanda Assis disse...

como todos os dias, ta muito lindo, otima escolha.

bjosss...

Lampejos disse...

...

Real é vento na tua ilha
que se respira
se inala
e se exala
um perfume precioso

Na poesia também é assim:)



[obrigada,Sônia]

(a)braços,flores,girassóis ..=)

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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