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18 outubro 2009

Incontáveis...


Incontáveis…
As muitas tardes em que tudo que eu tinha:
era apenas o úmido beijo teu
e o cuidado teu em não deixar se perder,
As nossas muitas lembranças,
de antigos outonos em que nós dois,
Nos reinventamos em acordos e desacordos,
Arranjos e desarranjos!
A paisagem do lado de fora, extasiada,
assistia atentamente as nossas percepções humanas
Enquanto ardia a lenha e o chá esquecido de lado,
esfriava na xícara!

Vez em quando ressurge em minhas vilas e aldeias
latejando, persistente a idéia de abraçar
certas manhãs de junho!

Lunna Guedes em “Farfalla”




Imagens: Tamine e Sônia Schmorantz

8 comentários:

Ele disse...

Essas suas imagens são muito belas. Gosto muito do ar do seu blog, que relaxa e nos faz pensar na vida. Encontrar uma melhor forma de ser feliz e viver a vida. Parabéns e obrigado pelas lindas imagens.

Márcio Ahimsa disse...

...manhãs de junho... isso me faz lembrar de algo que eu disse um dia: o frio promove a fraternidade, acho que era num junho qualquer de um ano que não lembro mais...

Beijos, querida. Sempre bom ler teus versos.

Chica disse...

Coisa linda,Sonia! um bijo e um lindo final de tarde de domingo!beijos,chica

Meire Jorge disse...

..quando temos os "beijos em tardes úmidas"...insistimos em imaginar pequenos vazios...e buscando preenchê-los, abrimos mão de tudo...ficando apenas a imaginar "tardes de junho". Boa semana para você! bjs

Victor Gil disse...

Olá Sônia.
Passei por aqui para ver lindas fotos,ler boa poesia e desejar um bom Domingo.
Beijos amiga.
Victor Gil

louca esquizoffrenica disse...

Sonia:
que optimo poder vis aqui comtemplar as suas imagens e essas palavras que partilha, recorde que nunca nada fica igual mas pode sempre ser, reformado, reciclado, transformado. Beijo desde este lado do oceano.

Dora Regina disse...

Lindo, uma pérola de poema.
Um abraço com meu carinho e admiração.

RMC disse...

Hola Sonia, tienes unas bonitas imagenes que acompañas a tus textos, ha sido un placer leerte.

un beso
RMC

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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