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05 fevereiro 2010

Sei agora como nasceu a alegria



Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.

É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.

Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.

Eugénio de Andrade




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17 comentários:

EDUARDO POISL disse...

Uma linda escolha amor, as fotos do canal da Barra estão lindas.

Beijos te amo

Sonhadora disse...

Minha querida Sonia
Lindo poema.
Bom fim de semana e um beijinho

Sonhadora

Glória Müller disse...

Sônia, que saudade! Bem, adoro os poemas que vc escolhe de outros poetas, mas os seus... Ah, minha amiga, são maravilhosos!!!
Beijinhos
Glória

Sônia Silvino disse...

Lindos poemas e lindas imagens: pra que mais??? Maravilhoso!!!
Bjkas!

direitinho disse...

Mais uma linda escolha.
Gosto de acordar por aqui nestas escolhas que alegram e saciam a alma.
Como nasceu a alegria
Como nasceu o amor
Amanhecer de pássaros no sangue

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Alegria é acordar e ver um lindo poema e essa foto (eu e minhas pontes, ai ai, ai S2)

Beijo e bom dia!

=)

Sandra Helena Queiróz Silva disse...

Excelente escolha.Seu bom gosto representa o seu interior,sensibilidade de tudo que é belo e fortalecedor ao ser.

Beijos de Luz,tenha um estupendo final de semana.

JORDAS disse...

Como eu gosto de ilhas. Vivo numa e sei o encanto do seu verde e omistério do seu mar.
Nela me revejo marinheiro, andarilho, em busca de outro lugar, mas a ela sempre retorno em busca de me encontrar.

João Menéres disse...

Este é um dos mais belos poemas de Eugénio de Andrade!
Vai muito bem com as fotografias que nos mostras deste canal.
Quem não sonharia nas suas margens?

Um beijo.

Chica disse...

Liundo,Sonia! Acabei de voltar da Pinheira onde estive por 3 semanas, que voaram...beijos e já estou com saudades da praia.Devia ter nascido lá!chica

Wanderley Elian Lima disse...

Vivemos dando motivos para alguém nos amor, mas muitas vezes não somos compreendidos.
Ótimo fim de semana
Um abraço

tossan disse...

Canal da Barra é?! Que saudade viu, mais ainda das pessoinhas legais que me acolheram e sorriram pra mim. Beijo

Graça Pereira disse...

Eugenio de Andrade interpretou muito
bem a alegria, poema que bem podia ter nascido nessa ilha onde os deuses adormecem...
Lindas as palavras dele, lindas as fotos de um sítio que eu já aprendi a amar...
Um beijo
Graça

MARIA L. BÓZOLI disse...

Hoje eu não sei dizer.
Só sei sentir..
Há dias em que palavras
não são capazes de traduzir
o sentimento.Bom mesmo
é ser compreendido
mesmo quando não sabemos
dizer...Amar é uma forma
de crêr em silêncio!

Bom Domingo! Beijos na alma!

Juliana Paez disse...

Olá minha amiga,

Estupendo este poema.
Que formoso, encantador e suave.

Adorei mais uma vez, visitá-la com carinho.

Bjo grande pra vc querida Soninha!!

Sônia Brandão disse...

Eu amo a poesia de Eugénio.
E também gosto muito das belíssimas imagens que vejo sempre aqui.

bjs

Marise von disse...

Sonia,

Belíssima poesia e as fotos, nem se fala.
Preciso conhecer Florianópolis, sou gaúcha...
Parabéns pelo seu trabalho, é um colírio para os olhos e trás paz para alma.
Abraços,
Marise.

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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