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04 novembro 2010

Poema de Espinheira Filho


Rumina um sonho: gado sonolento
entre as ondas que o vento faz no pasto,
que é vasto como o gesto desse vento
amplo como o horizonte vasto, vasto.

Há deuses nas colinas desse vento
e nas fontes profundas desse pasto
que são, assim, mais verdes e mais vastos
que quaisquer pastos, horizonte, ventos.

Rumina um sonho – e sonhos nesse sonho,
que sonham outros mais. Na tarde amena,
tudo é sonho de deuses e rebanhos.

E ele se deixa navegar, sereno,
nos vastos pastos ventos horizontes
e, denso, de alma toda, escreve um poema.

Ruy Espinheira Filho



3 comentários:

Chica disse...

É sempre lindo passar aqui!beijos,lindo fds,tudo de bom,chica

Malu disse...

Que belo poder navegar a alma por estado de serenidade.
Beijinhos e excelente final de semana, amiga Sônia!

Ana Martins disse...

Boa noite Sónia,
este é um soneto soberbo, fabuloso, gosto de sentir a serenidade desse sonho!

Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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