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03 março 2011

Restos


Há um resto de noite pela rua
Que se dissolve em bruma e madrugada.

Há um resto de tédio inevitável
Que se evola na tênue antemanhã.

Há um resto de sonho em cada passo
Que antes de ser se foi, já não existe.

Há um resto de ontem nas calçadas
Que foi dia de festa e fantasia.

Há um resto de mim em toda parte
Que nunca pude ser inteiramente.

Ildásio Tavares


Praia de Coqueiros

5 comentários:

Nanda Assis disse...

restos são grandiosos!!

bjos...

Luís Coelho disse...

Bonito poema que deixa sempre restos do que ainda ficou por dizer, fazer, pensar ou amanhecer.........

João Menéres disse...

Excelentes imagens sempre desse paraíso !

Um beijo, SONIA.

chica disse...

Maravilhosos teus post sempre!beijos,chica

Carmem Teresa disse...

E os pequenos restos espalhados pela trilha da poesia revelaram o caminho para uma composição inteira...

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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