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24 abril 2011

Um breve olhar


Lá em cima, no ar
Sobre a monotonia destas casas
Sulcando, sereníssimas, os céus,
Abrem a larga rima das suas asas,
Lenços brancos do azul, dizendo adeus
Ao vento e ao mar.
Eu fico a vê-las
E meus olhos, de as verem, vão partindo
E fugindo com elas;
E a segui-las eu penso,
Enquanto o olhar no azul se espraia e prega,
Que há uma graça, que há um sonho imenso
Em tudo o que flutua e que navega…
Para onde se desterram as gaivotas,
Contra o vento vogando, altas e belas,
Essas voantes e pairantes frotas,
Essas vivas e alvas caravelas?
Vão para longe… E lá desaparecem,
Ao largo, por detrás do monte;
E os nossos olhos olham e entristecem
Com as vagas saudades que merecem
As coisas que se somem no horizonte!

Afonso Lopes Vieira



Imagens de Itapema-SC, Ponte da Cruz Quebrada, neste domingo de Páscoa.

4 comentários:

Adolfo Payés disse...

Que la semana sea de éxitos, suerte en todo, mis mejores deseos, con el respeto y la admiración de siempre..


Un abrazo
Saludos fraternos..

Graça Pereira disse...

A foto do layout está uma MARAVILHA!
O poema de Afonso Lopes Vieira trouxe-me recordações dos meus tempos de escola, onde os seus versos povoavam as páginas dos nossos manuais de português!
Obrigada!
Beijo e boa semana.
Graça

Vieira Calado disse...

Um poeta naturalista,
por excelência!

E não creio que fosse meu primo
da família dos Vieiras... rs rs rs

Bjjss

Sotnas disse...

Olá Sônia,que tudo esteja bem contigo!
Belísisimo poema, de um observador da natureza, pois expressa neste belo escrito, sentimentos para com o meio em que vive e osque estão ao redor!
Parabéns pelo belo poema, bem como pelas belíssimas imagens neste teu agradável canto postadas. Agradecidp pela amizade e visitas desejo a você e todos ao redor toda a felicidade que desejam, abraços e até mais!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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