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28 outubro 2011

Capricciosa



É claro que estou exposto

eu como todos outros

animais às intempéries
que cedo ou tarde nos ferem;
mas aqui a noite, seda,
suavemente me enleia:
espelhos olhares vinhos
uvas cachos rosas risos
e ali, do lado de lá
das lâminas de cristal
tão tranquila e cintilante
quanto o céu, sonha a cidade.


Desperta-me um celular:
a morte também tem arte.


Antônio Cícero


Lagoa da Conceição

2 comentários:

Luís Coelho disse...

Não sei se a morte tem arte, mas gosto deste contraste da noite onde os sonhos se refletem.

in natura disse...

Ah...Nós estivemos aí! Linda foto da cortina...Lindíssima a poesia! Beijus de saudade

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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