28 Outubro 2011

Capricciosa



É claro que estou exposto
eu como todos outros
animais às intempéries
que cedo ou tarde nos ferem;
mas aqui a noite, seda,
suavemente me enleia:
espelhos olhares vinhos
uvas cachos rosas risos
e ali, do lado de lá
das lâminas de cristal
tão tranquila e cintilante
quanto o céu, sonha a cidade.


Desperta-me um celular:
a morte também tem arte.


Antônio Cícero


Lagoa da Conceição

2 comentários:

Luís Coelho disse...

Não sei se a morte tem arte, mas gosto deste contraste da noite onde os sonhos se refletem.

in natura disse...

Ah...Nós estivemos aí! Linda foto da cortina...Lindíssima a poesia! Beijus de saudade