26 Fevereiro 2012

Luar Póstumo


Numa noite de lua escreverei palavras,

simples palavras tão certas

que hão de voar para longe, com asas súbitas,
e pousar nessas torres das mudas vidas inquietas.



O luar que esteve nos meus olhos, uma noite,

nascerá de novo no mundo.
Outra vez brilhará, livre de nuvens e telhados,
livre de pálpebras, e num país sem muros.


Por esse luar formado em minhas mãos, e eterno,

é doce caminhar, viver o que se vive.

Porque a noite é tão grande... Ah, quem faz tanta noite?
E estar próximo é tão impossível!



Cecília Meireles



4 comentários:

Eloah disse...

Lindo poema de Cecilia Meirelles.As fotos acrescentaram mais beleza ao poema.
Tenhas uma linda semana.Bjs Eloah

tossan® disse...

Eita poema bonito! As fotos são lindas como sempre. Dia 14 de março á noitinha estaremos chegando no Samuka. Beijo

Adolfo Payés disse...

Cuanto tiempo sin visitarte, estuve retirado de los blogs. y ahora regreso..

Un gusto de verdad visitarte siempre..



Un abrazo
Saludos fraternos..

A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO disse...

Olá!
Cecilia é simplesmente uma delicia de se ler.
Grande abraço
se cuida