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18 fevereiro 2012


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Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda.

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver.

E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
para receber daquilo que aumenta o coração.

Mafalda Veiga





3 comentários:

Evanir disse...

Estou passando mais cedo para desejar um feliz final de semana.
Meu fim de semana se Deus quiser será muito feliz e com certeza Deus quer.
Na sexta se casa meu neto logo serei bisa que benção não é mesmo?
Com alegria vendo minha terceira geração.
Um lindo e abençoado final de semana.
Fique com Deus e os carinhos meus.
Evanir.

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Sonia!

Bonito poema: A vida feita de muitas vidas; o chegar ao fim para começar de novo.

Lindas fotos; até dá para imaginar piratas nas Caraíbas...

Um abraço.
Vitor

Graça Pereira disse...

Gosto das canções de Mafalda Veiga e esta letra é muito bonita e enfeita bem o espaço da tua ilha!
Beijo
Graça

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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