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24 março 2012

Fim de Verão


Chegam as primeiras chuvas anunciando
o fim de um tempo escaldante de verão.
Distanciam-se os dias de luar e cio,
fica o canto, a vibração, a nostalgia,
fragmentos de risos, sonhos e ilusão.

A praia sem a obrigação de ser verão,
serenamente perde-se na linha do horizonte.
Os dias continuarão mornos e ensolarados.
E ao fim da tarde o sol fará sua despedida
em coloridos raios até morrer atrás do monte.

Um vento errante há de vagar sobre a praia,
anunciando teatralmente o fim da estação,
soprando emoções quebradas na areia,
como a despedida dos amores de verão.
 
Termina temporada, termina o verão,
Recolhe-se a rede, o guarda sol, a esteira,
Recolhem-se as sereias e musas do mar,
Fim de viagem, morre a estação derradeira...

Sônia Schmorantz


Imagens do Passeio pela Costa da Lagoa

6 comentários:

:.tossan® disse...

Este poema é sentido lá dentro da gente! Participamos deste momento. Lindíssimo! As fotos estão excelentes! Bj

Multiolhares disse...

as estações nos mostram que tudo tem um começo e um fim. para nós esta a Primavera a florescer
bjs

Graça Pereira disse...

Nessa ilha mágica...nada é derradeiro! A cada momento, surge um novo sentimento e a paisagem terá outro encanto redobrado.
Beijo
Graça

Malu disse...

Menina!!! Que saudades!!!
Hoje também passei pelas páginas do Eduardo, pois estava em falta com tantos amigos queridos que conheci desde o início do meu blog, mas o tempo tem me sido tão apertado...
Gosto de passar por aqui e ler seus poemas sempre bem escritos ou bem escolhidos. Este é belo...
Um grande abraço

EDUARDO POISL disse...

Como é bom ler um poema teu amor, estava com saudades disso, gosto de ver você escrevendo de ver você fotografando o fim do verão como fez na Gosta da Lagoa, ficaram lindas as fotos mais o poema é maravilhoso.

Beijos te amo

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Sonia!

De vez em quando cá desembarco nesta ilha bonita, e agora calhei chegar em finais de estação: Do Verão, oficialmente dado por acabado sob a forma de lindo poema.Que nunca será o derradeiro; apenas procurará outras paragens - e aí voltará de novo.

Um abraço amigo.
Vitor

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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