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12 setembro 2012

Miradoiro




Não sei se vês, como eu vejo,
Pacificado,
Cair a tarde
Serena
Sobre o vale,
Sobre o rio,
Sobre os montes
E sobre a quietação
Espraiada da cidade.
Nos teus olhos não há serenidade
Que o deixe entender.
Vibram na lassidão da claridade.
E o lírico poema que me acontecer
Virá toldado de melancolia,
Porque daqui a pouco toda a poesia
Vai anoitecer.

Miguel Torga




2 comentários:

Graça Pereira disse...

O portal está maravilhoso e Miguel Torga gostaria de figurar aqui.
Beijo e bom fim de semana
Graça

Sotnas disse...

Olá Sônia, que tudo permaneça bem contigo!

A cada visita ao teu agradável espaço mais admiro a tua sensibilidade, seja nas imagens que escolhe, e também nos poemas está sempre a expressar teu sentir, parabéns por mais esta belíssima postagem compartilhada, obrigado pelas visitas e comentários e agradecido deixo meu desejo que você seja sempre em teu viver intensamente feliz, grande abraço e até mais!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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