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26 julho 2014

Envelhecendo...


Ser velho é talvez ter salas iluminadas
Dentro da cabeça e, lá dentro, 
gente a representar.
Gente que se conhece, mas cujo nome nos escapa;
Cada vulto responde a uma perda profunda, assomando
A uma porta conhecida, 
pousando uma vela, sorrindo
Das escadas, tirando um livro da estante; 
ou por vezes
Se as próprias salas, cadeiras e uma lareira acesa,
O vento no arbusto para lá da janela, ou a débil
Simpatia do sol na parede, num solitário
Fim de tarde de Verão, depois da chuva. 
É onde eles vivem:
Não aqui e agora, mas onde tudo aconteceu em tempos.
Por isso é que eles têm
Um ar de ausência perplexa, 
tentando estar lá
E contudo estando aqui...


Philip Larkin



3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Um poema no PRESENTE.
Sem querer estamos nessa situação e conscientes do sol que aquece as paredes ou da lareira onde morrem os olhares perdidos.
Esta madrugada acordei com esta preocupação. Tantas pessoas cheias de vida que hoje olham o tempo sem cores nem esperanças.

Cidália Ferreira disse...

Bom dia
Poema Fantástico e muito realista.
As fotos são maravilhosas.

Familia linda

Bom Domingo´

Beijos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Sonia
Estou sim ausente e presente como vc falou...
Bjm fraterno de paz e bem

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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