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23 janeiro 2009


Aquilo que ontem cantava
já não canta.
Morreu de uma flor na boca:
não do espinho na garganta.

Ele amava a água sem sede,
e, em verdade,
tendo asas, fitava o tempo,
livre de necessidade.

Não foi desejo ou imprudência:
não foi nada.
E o dia toca em silêncio
a desventura causada.

Se acaso isso é desventura:
ir-se a vida
sobre uma rosa tão bela,
por uma tênue ferida.

Cecília Meirelles

7 comentários:

Branca disse...

Lindo Sonia... o poema, a foto...
Tem muito bom gosto.

Um ótimo fim de semana pra vc,
bjo carinhoso.

Anne Marie disse...

Passa no meu blog tenho lá um prémio para ti - Sobrevivente Ao Romantismo
Beijinho
Espero que tenhas gostado deste miminho
Anne Marie

Codinome Beija-Flor disse...

Bom demais quando venho aqui.
Vejo a natureza e poesia.
Bjos

tossan disse...

Estas fotos são suas, não são?
Espetaculáres! Lindas! Bom fim de semana. Bj

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Existe um lugar onde
todos os sonhos se realizam
a Felicidade é constante
e o sentimento maior é o Amor
este lugar é o seu Coração...
Procure nele e você
encontrará as respostas pra tudo.
Bom final de semana

Adolfo Payés disse...

Muy hermosos tus poemas ...

saludos fraternos

D.Ramírez disse...

Com o seu desejo e uma foto assim, so poderei ter esse final de semana feliz...e desejo o mesmo pra ti.
Besos

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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