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28 janeiro 2009


Na poética mansidão da madrugada
Sonhos se refugiam na inquietação da alma.
A lua, farol iluminado ao longe
Hoje é quem me faz companhia.

A olhar as estrelas por entre nuvens.
Uma lágrima cai, mas não podem vê-la
Porque é da alma que sai...

Há noites assim,
Em que os corpos não se pedem,
São noites brandas de desejo,
Mãos que repousam em palavras de paz.

A cada noite numa folha branca
Os versos pedem para nascer na
Mansa inquietação com que me cubro
Nos dias em que não estás...

Sônia

13 comentários:

UMA PAGINA PARA DOIS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MPereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
(Carlos Soares) disse...

Assim é o poeta. Faz da solidão algo sublime e esse poema é todo sublime.Parabéns! Gostei muito.Sabia que falar da lua é difícil? Sim, porque todo mundo já falou e a gente corre o risco de cair na mesmice. E você conseguiu falar dela um pouco diferente: "farol iluminado ao longe". Eu adoro contemplar a lua do terraço.Ainda dou sorte que ela nasce de frente pra minha janela. É muita tentação pra um poeta não é?Beijos

Maria Clarinda disse...

(...)Há noites assim,
Em que os corpos não se pedem,
São noites brandas de desejo,
Mãos que repousam em palavras de paz.


Lindo mais este poema teu.
Jinhos no teu coração.

Pelos caminhos da vida. disse...

Há noites e noites assim...

Bom dia Sônia!

beijooo.

Luis F disse...

Amiga, um momento de encanto nas palavras deste belo poema...

Adorei ler

Com amizade
Luis

Branca disse...

Versos cheios de saudade...lindo!

bjo carinhoso.

silvioafonso disse...

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Eu tenho muitas saudades dos meus amigos, mas não tenho um minuto de tempo para encontrá-los. Tenho sede de suas palavras e fome de sua sabedoria. Tenho sono de conviver com eles. Tenho pressa em estar, sem poder, ao lado de cada um e envergonhado por não saber lidar com o mínimo que me faça pleno, porque sou ambicioso; quis conquistá-los, selecioná-los e agora me vejo castrado da possibilidade do abraço, do aperto de mão e do sorriso.

silvioafonso.






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Carlos Barros disse...

Um poema que nos faz mergulhar no enlevo poético dessa saudade.

Abraços ternos.

Daniel Costa disse...

Sonia

A imagem é a adequação ao pensamento que envolve o poema. O mesmo tem profundidade e essa fica mais relevante.
Bj
Daniel

Serena Flor disse...

Lindo demais este poema minha querida!
Ainda não tive a oportunidade de lhe agradecer pelas gentis visitas e comentários deixados em meu blog...obrigada minha linda!
Beijos e virei sempre te visitar...adorei o teu espaço e teus poemas são deslumbrantes!

Leonor Cordeiro disse...

Querida Sônia,

Seu blog é muito especial. Amei os poemas e as imagens. PARABÉNS!!!
Obrigada por visitar NA DANÇA DAS PALAVRAS e pelo comentário que deixou.
Com carinho,

Leonor Cordeiro

L. Malloy disse...

"Embora o anoitecer me console,
não ligo à Lua porque ainda foco a luz de um farol
Estou preso ao mar, mas ileso ao chão"
- de algo que escrevi uns tempos atrás, que recordei ao ver a imagem e o post
:)

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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