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22 janeiro 2009


Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?
Não encontro caminhos
fáceis de andar
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar
E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança,em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar.

Cecília Meireles

http://ilhadamagiasoniasch.spaces.live.com/

17 comentários:

MARISEL disse...

Gracias por pasar y leerme...yo hice lo mismo ayudada del traductor, tienes una pagina muy bella y tus letras maravillosas.
Besos

Paula Raposo disse...

Um só dos muito belíssimos poemas da Cecília Meireles!! Obrigada. Beijos.

Codinome Beija-Flor disse...

Precisamos mesmo levitar.
Precisamos aprender que a mente é livre para voar.
Nossa matéria física não pode ser uma prisão, temos que levitar com a leveza da nossa emoção.
Bjo

Maria Clarinda disse...

Maravilha de poema da Cecilia M. e de fotografia!!!!
Belo conjunto.

Xana disse...

Tenho um desafio para si, o meu último post( dia 23) explica tudo.
Participe, espero que esta ideia, seja um prazer para a escrita!
Bom fim-de-semana :)

Arantza G. disse...

Muy bonito poema, me vi reflejada en parte por él.
Un beso.

Daniel Costa disse...

Sonia

De Cecília Meireles, sou idefectivel cultor da poesia. Mas a tua ilustração, minha nossa (à brasileira), está demais!
Bj
Daniel

manzas disse...

Perfeito…
A imagem então!...


Passei para desejar um óptimo fim-de-semana…

O eterno abraço…

blue violin disse...

Olá minha amiga! Passei para a informar que é com muito carinho que lhe atribuo o Prémio Dardos!
As razoes da escolha estão todas presentes neste maravilhoso espaço.
Por favor vá ao blue violin levantar o premio.

Beijo azul...Sempre!

A Flor do Sul disse...

Muito sensível este poema.
É como se a poetisa compreendesse que sendo humano, as lágrimas são um destino fatal, mas mesmo assim não é preciso se limitar a ser vítima do destino.
Obrigado por seres minha seguidora.
Espero não te decepcionar nunca.
Sempre que que quiseres dar tua opinão, sejas bem vinda.
Abração.

*Bela Poeta disse...

Oi Sônia! Vim fazer uma visitinha, já que você sempre está lá na *Bela me alegrando com sua presença. Queria te agradecer pos postar poemas da Cecília. Acho ela fantástica. Certamente todos os que se dizem poetas devem amá-la também. Quando ela diz aí neste poema que "é bom deixar um pouco de ternura e encanto em cada lugar", achei de uma graça e leveza sem igual. Muito bonito mesmo.
Um grande abraço Sônia!
Depois vai lá na *Bela ver as novidades..rsrs.
Vanessa.

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA SONIA UM BELÍSSIMO POEMA...SUBLIME!!!
UM ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

rouxinol de Bernardim disse...

Olá sónia:

Este espaço está cada vez mais apetecível!

A excelsa flor da poesia no jardim suspenso da imaginação criadora!

Málvadinha disse...

Lindissimo poema!!
Um ótimo fds pra vc!!
Bjs

Zé Carlos disse...

Sonia, que bom conhecer seu Blog. Lindo ele e linda você.... Venha quando puder tomar um cafezinho.
Bjs do ZC

Mari disse...

Oi sônia,
que bom te ver por aqui...
além de gostarmos de bons textos, moramos na mesma cidade.
Um abraço.

Carmen Monteiro disse...

lindo lembrar da Cecilia assim!

obrigada!

bjos!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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