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02 janeiro 2009


Sou só a cor do céu
e das montanhas,
azuladas entranhas
na ilusão do olhar.

Sou só o verde da vegetação,
cor de mãe primitiva,
calma viva
e repouso e proteção.

Sou só a água que envolve,
que amamenta,
que absolve.
Sou só esse chão arenoso,
chão de praia,
que desmaia,
sob seu corpo,
mulher.

Eliane Ferreira de Cerqueira Lima

Um comentário:

Marta Vasil disse...

Sónia

Estive a deliciar-me pelo seu blogue, encontrei poemas soberbos e autores com quem me identifico muito. Parabéns pelas escolhas.
A diversidade permite-nos aguçar a curiosidade em relação a autores que ainda não lemos, como é o caso da postagem de hoje. Eliane Lima é-me de todo desconhecida. O poema é lindo e deixa no ar um perfume a mulher.
Posso fazer uma pergunta? A Sónia não escreve poesia ou não a publica?

Bom ano e beijinhos

MV

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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