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17 março 2009

MENOS A MIM


Conheço a aurora com seu desatino
Conheço o amanhecer com o seu tesouro
Conheço as andorinhas sem destino
Conheço rios sem desaguadouros
Conheço o medo do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim.

Conheço o ódio e seus argumentos
Conheço o mar e suas ventanias
Conheço a esperança e seus tormentos
Conheço o inferno e suas alegrias
Conheço a perda do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim.

Mas depois que chegaste de algum céu
Com teu corpo de sonho e margarida
Pra afinal revelar-me quem sou eu
Posso afirmar enfim
Que não conheço nada desta vida
Que não conheço nada, nada, nada
Nem mesmo a mim.

Ferreira Gullar

15 comentários:

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Todos os dias se conhece algo novo, ate o dia de conhecer a si próprio.
Lindo poema, beijos te amo muito.

Adolfo Payés disse...

siempre un placer leerte muy precioso post nos entregas..

saludos fraternos con mucho cariño..

un abrazo inmenso..

un beso

meus instantes e momentos disse...

muito bom.
Gosto de voltar aqui.
Maurizio

(Carlos Soares) disse...

O próprio eu...uma busca constante... e deve ser assim mesmo.bjs

Pelos caminhos da vida. disse...

beijooo.

manzas disse...

Mais um lindo poema, junto de uma bela foto!

Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
Nas vastas planícies, terras por conquistar…
Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar

Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor

Um resto de uma agradável semana!

Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

mendogas disse...

Olá Sônia.
Lindo este poema
e verdadeiro nós sabemos tudo somos muito inteligentes
mas no fundo nada sabemos!
Faz-me lembrar

Um dia certo sábio passeando
num barco de recreio dito Bote
e quem honrradamente o tripulava
era um marinheiro já velhote
O Sábio ao Marinheiro perguntou
se tinha instrução,sabia ler?
O pobre Marinheiro assim falou
Nunca entrei na escola pra aprender

desculpa não lembro o resto!
Mas moral da história
uma pequena onda balanciou o Bote e o Sábio caiu ao mar
adivinha o Sábio não sabia nadar e o marinheiro teve de se jogar ao mar pra o salvar.

um beijo

PS:tá linda a foto junto do barco!

Daniel Costa disse...

Sônia

Um excelente poema, em que o poeta apresenta a humildade, típica de poeta muito pensador, de dizer que nem a ele se conhece. mesma rimada não deixa, a asserção de ser verdadeira.
Daniel

Olhar o mar disse...

Olá Sonia
É com prazer renovado que sempre passo aqui e já lá vai algum tempo...
um grande abraço para vc e familia deste outro lado

Xana disse...

No fundo acho que a gente nunca conhece nada profundamente...cada vez mais me convenço que no meu caso só me conheço a mim .

beijinhos meus

Antonio Paulo disse...

As vezes sabemos tanto de tudo. E não conhecemos na verdade nem a nós mesmos.Belo poema e a música linda.

poetaeusou . . . disse...

*
conheço o mundo,
e o mundo és tu . . .
,
brisas soantes, envio,
,
*

Luísa disse...

Liiiiiiiiiiiiindo!
Que agradável introspecção fiz ao meu "eu"!

Beijinho terno!

Eu disse...

Quando pensei que tinha todas as respostas, veio a vida e mudou todas as perguntas!
Já acreditei em uma fase da minha vida, que me conhecia. Até chegar um "amor" que veio não sei de onde, e explodiu todas as certezas e convicções que eu acreditava ter.
Muito lindo este poema. Parabéns pela sensibilidade da escolha.
Um grande beijo!

Vicente Caldas disse...

Oi sonia, a deriva na minha nau, bons ventos me trouxeram até sua ilha. Lindo blog, bom de ver , de ler, hoje to passando rápido mas vou voltar aqui com mais calma, ver tudo, as fotos são belas, gravuras, grandes poetas, mar a perder de vista. Um abraço até breve.

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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