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06 agosto 2009

Não é uma coisa só...



Não é uma coisa só,
São muitas coisas nuas.
Não é o desabar de uma casa.
É percorrer os seus escombros.
Não é aguardar por um filho.
É voltar a sê-lo.
Não é penetrar em ti.
É sair de mim.
Não é pedir-te que faças.
É fazer-te.
Não é dormir lado a lado.
É estar jacente de mãos dadas.
Não é ouvir vento e chuva.
É franquear-lhes a cama.
E relâmpago que pela terra se funde.

António Osório
Imagem 1: Barco, por Tom Schmorantz
Imagem 2: Costão do Santinho, Florianópolis

12 comentários:

Efigênia Coutinho disse...

António Osório, meus cumprimentos ao poeta, belos versos.
Eu adoro entrar aqui e ver este teu sorriso de AURORA...
Beijos
Efigênia

Graça Pereira disse...

É! Não é só uma coisa..são muitas que se põe nas mãos para serem dádivas...e tudo se entrega...por amor! Lindo este poema Um bj Graça

Zé Ernesto - Gaia disse...

Venho, me associar à Poetisa fundadora da AVSPE Efigénia Coutinho nos cumprimentos ao Poeta António Osório.
É sempre agradável vir à Ilha da Madeira e apanhar um pouco da sua brisa!

Bem-haja

Pjsoueu disse...

Sonia Schmorantz...

Gosto de fazer esta visita. Aqui há verdade nos sentimentos provocados" através do exposto com tão bom gosto.

Gostei particularmente deste poema do poeta António Osório. Do amor pla origem...pla beleza do ser, transportado dentro daqueles que amam a origem de si mesmos:)

beijos

Pj

Marta Vasil disse...

De férias... Apenas de passagem para desejar aos meus amigos um óptimo fim de semana.

beijinho

Wanderley Elian Lima disse...

Lindo poema Sonia. Tenha um ótimo fim de semana.
Abraço

L. Malloy disse...

Muito bom de ler, soube-me a liberdade :)

Beijo
L

Daniel Costa disse...

Sónia

Não é o vacuo e o nada, é o esperar sempre, quiça eternamente, por uma alvorada.
Daniel

Vieira Calado disse...

O poema é bom

e a água transparente

como o poema.

Bjs

Barbara disse...

Relâmpago que na terra se funde.
Macho o fogo, fêmea a terra.

direitinho disse...

Lindo este poema. Coisas inacabadas e sempre recomeçadas.
Viver cada dia com mais intensidade e maior verdade.

Layara disse...

Não é uma coisa só
É sempre uma dualidade, que nós faz ser Um, assim como somos corpo físico e anima psicologica.
Nunca uma coisa só, mas sempre uma coisa só. Paradoxal existencia nossa.

Fazes sempre tão belas escolhas, com o carinho de quem saboreia e sorve a poesia com a Alma.

Um beijo Lilás!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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