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15 setembro 2009

Mário Quintana


Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!...
E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons...
acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar?
Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto...
iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!

Mario Quintana - A Rua dos Cataventos

6 comentários:

direitinho disse...

Linda a imagem da janela aberta e da caneta que desperta e escreve tantas coisa que se colhem através dessas janelas paralelas.

Mundo Animal. disse...

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QUE BONITAS FOTOS SONIA, QUE TENGAS UN BUEN MIERCOLES
ABRAZO CHRISTIANN

Maria Clarinda disse...

Lindo o poema de Mário Quintana e a foto.
Jhs

SAM disse...

Sensacional, Sonia! Estou aqui me deliciando com os poemas postados. Todos lindíssimos!


Beijo

Dora Regina disse...

Que bom poder voltar aqui, é sempre muito agradável...
Parabéns!

Silvana Nunes .'. disse...

Quinbtana é sempre uma boa pedida. Eu não estou conseguindo abrir o seu blog direito, está muito carregado e o meu "lentiom"! não me deixa fazê-lo.
Saudações Florestais !

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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