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19 outubro 2009

Infinito Interior



Trago dentro de mim um mar imenso
feito de vagas tristes
e sonhos vagos
o horizonte é uma manhã
que eu quis minha para ser eu
e para porto de abrigo escolhi uma tarde
que soubesse chorar a morte do sol.

José Rui Teixeira



As coisas simples dizem-se depressa;
tão depressa que nem conseguimos que as ouçam.
As coisas simples murmuram-se; um murmúrio
tão baixo que não chega aos ouvidos de ninguém.
As coisas simples escorrem pela prateleira
da loja, tão ao de leve que ninguém
as compra. As coisas simples flutuam com
o vento, tão alto, que não se vêm.

São assim as coisas simples: tão simples
como o sol que bate nos teus olhos, para
que os feches, e as coisas simples passem
como sombra sobre as tuas pálpebras.

Nuno Júdice


Imagens Praia dos Ingleses, domingo dia 18/10/2009 por Sônia

8 comentários:

Meire Jorge disse...

ahhh....., essa foto é bem pertinho de onde moro, quando vierem para cá venham tomar um café comigo....ou se preferirem podemos tomar um choppinho na praia...vou adorar conhecê-los pessoalmente....bjs

Maria L. Bózoli disse...

Sonia,

lindos versos como sempre.

Passando e agradecendo sua visita minha querida.

Boa Noite e bons sonhos!


Beijos..........M@ria

Germano Xavier disse...

Estes lugares que nos enchem de silêncios...

Continuemos, Sônia...

Germano Xavier disse...

Estes lugares que nos enchem de silêncios...

Continuemos, Sônia...

louca esquizoffrenica disse...

sonia : adoro nuno júdice obrigado por partilhares as suas palavras connosco.Talvez ele tenha razão a simplicidade é demasiado efémera... beijos enormes desde este lado do oceano.

João Menéres disse...

Deixa-me ficar na tua ilha, tão bela, tão inspiradora...



Um beijo.

SAM disse...

Sonia, fotos e poemas lindíssimos. Obrigada, amiga.


Carinhoso beijo

Ricardo Calmon disse...

Belíssimo post,Sonia,escriba e poeta nossa!

bzu mãos suas!

Viva Vida!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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