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02 novembro 2009

No teu poema



No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida.
No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta, uma varanda para o Mundo.
No teu poema
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
No teu poema
Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
O cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera... do futuro.

José Luís Tinoco



17 comentários:

Germano Xavier disse...

Passando e resignificando os signos, Sônia.

Continuemos...

Pelos caminhos da vida. disse...

Vim deixar meu beijo meu carinho e te desejar uma linda noite!
Que nesta noite, você tenha a paz que precisa para repor suas energias físicas, emocionais e espirituais.
Nunca esqueça que Pelos Caminhos da VIda você está presente dentro do meu coração.

beijooo.

louca esquizoffrenica disse...

Palavras revigorantes para quem faz da esperança o seu dia a dia beijos desde o outro lado do oceano

direitinho disse...

Este poema já conhecia. Pertence aos tempos de luta e já foi musicado.
Lindo pela mensagem e muito profundo para beber de um só trago.
Vale a pena ler e reler este poeta.

Eu sei que vou te amar disse...

No teu poema, deixo versos de magia onde sinalizamos os dias na certeza que existe sempre um caminho que nos ensina a agradecer a VIDA!
Um beijo doce

Maria José disse...

Sônia. Passei aqui, como sempre passo, para ler os lindos poemas e para lhe deixar o meu carinho. Cortar laços é muito difícil. Somos imperfeitos e ainda não sabemos lidar com isso. No entanto, já sabendo conscientemente que somos Espíritos individuais, devemos nos esforçar para trabalhar o desapego. Amar sem se apegar em demasia. Beijos, amiga.

Wanderley Elian Lima disse...

Acho que em todo poema existe um verso em branco, aquilo que o autor queria dizer e não disse
Um abraço.

Andresa disse...

Oi amiga, passando aqui para relaxar em suas suaves poesias e imgens
um grande beijo
e uma otima semana
Andresa

Malu disse...

Sônia,
Deixei um presente para ti, lá no Infinito Particular.
Beijinhosssssssssss

Malu disse...

Sônia,
Deixei um presente para ti, lá no Infinito Particular.
Beijinhosssssssssss

Maria João disse...

Sonia

Este é um outro dos poemas bem conhecidos da maioria dos portugueses e não só, claro. Não consigo lê-lo sem ouvir a voz do nosso fadista Carlos do Carmo, que lhe deu voz e o tornou eterno.

Um beijinho

SAM disse...

Maravilhoso, Sonia! Sempre me apaixono por suas escolhas. Obrigada.


Beijos e excelente semana.

Helena Castelli disse...

Sônia,

Belas as fotos escolhidas, lindas as palavras sentidas...

Beijos meus, com carinho.

Luísa N. disse...

Cada vez que venho à sua ilha me revigoro com os belos poemas e as lindas imagens!
Amiga, o Multivias quer saber o que você pensa sobre as bromélias. Queremos sua participação: com fotos, informações ou comentários!
Estamos lhe aguardando, com carinho!
Luísa

Flor ♥ disse...

Linda escolha, Sonia... e as fotos sempre são um primor!

Bjs.

VÓNY FERREIRA disse...

Este poema é um dos mais belos poemas do José Luís Tinoco que ganha uma evidência ainda maior na interpretação majestral da cantora portuguesa Simone de Oliveira
Bem haja por nos trazer até às varandas da memórias.
Vóny Ferreira

UIFPW08 disse...

Linda photos

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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