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12 janeiro 2010

Legado



Deixarei por herança
não o poema
mas o corpo no poema
aberto aos quatro ventos

Pois todo poema
é verde e maduro,
em areia movediça
de angústia, solidão
Onde me debato
ainda que finja o contrário
em busca da verdade
e seu chão



Deixarei por herança
não o poema
Mas o corpo repartido
na viagem inconclusa

Pois todo o poema maduro
é um verde poema
E, mesmo acabado,
se estriba na inconclusão
Claro, sem esquecer,
o estratagema da paixão.

Maria Luiza Gil

6 comentários:

EDUARDO POISL disse...

Lindo poema, as fotos da Lagoa estao lindíssimas meu anjo.
Beijos, te amo Sônia

Norma Villares disse...

Belo poema.
As fotos são de arrasar o coração.
Ameo esta do barco solitário, Divina!
Parabéns!

Ivana Marisa Altafin disse...

Lindos; poema e fotos. Um abraço!

HELENA AFONSO disse...

LINDO POEMA E combina com as imagens.....GOSTEI MUITO,
Bjº HELENA

Maria Emília disse...

É isso, minha amiga. A vida é mesmo assim e é muito mais. É tudo o que nós decidirmos que ela é. A dificuldade está em saber se nos vamos sentar ou não no banco do jardim.
Um grande beijinho,
Maria Emília

clery disse...

Parabéns pelas lindas fotos e poemas...bjos

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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