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23 fevereiro 2010

Mulher de minutos



Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga
 
Há sementes em meu ventre
São poemas que ainda não reguei
Prefiro guardá-los em silêncio
Até que o tempo amadureça meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos

Não borro meus cílios com a solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão.

Mônica Montone




Leia no Ilha da Magia: Melancolia

14 comentários:

Nanda Assis disse...

amei o poema, é isso ai mulher.

bjosss...

Leonor Lourenço disse...

Que maravilha de poema
A parte de regar as sementes do ventre é sublime...Obrigada amiga por este momento de emoção
BJs Leonor

direitinho disse...

Lindo poema
Parabéns pela postagem e à autora do mesmo onde a ideia central é a mulher natural sem pinturas nem artificialismos ocos e vazios.
Sobressai na parte final o valor da mulher. A semente primeira. Aquela que lhe dá razão de ser e viver.

Chica disse...

Poema emocionante e fotos lindas que me deixam tristes por estar perto do meu amigo MAR...beijos,chica

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Parabéns à autora Mônica. Nem sempre ser mulher moderna, significa seguir a onda. Essência acima de tudo, autenticidade. A força vem de dentro não no queremos fazer motrar. Beijos e ótimo dia a todos

Fernando Campanella disse...

Que bom poder viver a alma, a essência, viver na contramão.
Sensibilidade em palavras e imagens, belíssimas fotos e poemas. Um abraço, minha querida amiga.

Ivana Marisa Altafin disse...

Que mulher de fibra, bonito de se ver, parabéns mônica e um ótimo dia a todos!

Wanderley Elian Lima disse...

Mulher que nada contra a corrente, senhora de si e de coragem.
Um abraço

ONG ALERTA disse...

A vida são lutas e conquistas...paz.

AROBOS disse...

Dan ganas de tirarse a esas hermosas aguas.

Laurita disse...

Olá amiga, adorei o poema e as fotos. Que saudades que eu tenho de um dia na praia. Beijos

SAM disse...

Beleza de fotos e que maravilha reler um poema de Mônica Montone!


Carinhoso beijo.

Sonhadora disse...

Sonia
Um lindo poema e belas fotos.

Beijinhos
sonhadora

Anderson Fabiano disse...

consola-nos saber que todas as ondas que se foram, hão de voltar um dia... com elas, novos anseios, novos sorrisos
meu carinho,
anderson fabiano

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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