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15 fevereiro 2010

Pastorinhas



A estrela d'alva no céu desponta 
e, tonta, a pastora vagueia na rua. 
Versos não tem. Canções, esqueceu, 
desde que aquele que amava partiu. 

Vai pela rua. E não vaga sozinha: 
é só mais uma dentre as pastorinhas 
que, para enlevo e consolo da lua, 
todas as noites caminham, silentes, 

como num bando de tímidas musas 
que, de tão tristes – já que abandonadas – 
na ânsia de serem amadas, frementes, 
deram-se à estrela – morenas e nuas.

[de “Poemário do desterro”]
Henrique Marques Samyn






As imagens de hoje, são um pouquinho das paisagens maravilhosas de um passeio de barco da Lagoa até a Praia da Barra. Aos poucos estaremos colocando mais! Clique nas imagens para vê-las em tamanho maior. No Ilha da Magia, o poema Rumo ao Mar, que descreve um pouco do sentimento ao fazer este passeio.

10 comentários:

REGGINA MOON disse...

Sônia,

Linda postagem, sempre venho aqui para me encantar com tudo o que nos apresenta de belo...

Grande beijo!!

Reggina Moon

direitinho disse...

Bom dia Sônia
Um poema diferente mas encantador.
As rimas são pelo interior do próprio poema que lhe conferem uma musicalidade diferente mas muito suave e agradável.

Georgia disse...

Que delicia Sonia, por mim pode sempre colocar fotos de barco, pois adoro.

Boa semana

Bjao

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Adoro essa musiqueta de carnaval.
Meu pai a canta até hoje.

Beijo

=)

Desalinhado disse...

belas paisagens (:

Eu sei que vou te amar disse...

Lindas imagens, que nos transportam para a serenidade, um toque suave de um poema que embeleza o nosso sentir.
Beijo doce

~PakKaramu~ disse...

Pak Karamu visiting your blog

João Menéres disse...

SÓNIA

Essa imagem de cima, com o barco metido nas plantas aquáticas é lindíssima !

Parabéns e vai gozando o resto do Carnaval...

Um beijo.

Anne Lieri disse...

Uma releitura das Pastorinhas muito bonita e as imagens estão um show!Bjs,

Adolfo Payés disse...

Que hermoso leerte siempre


Un abrazo
Saludos fraternos...

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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