13 Novembro 2010

Poema de Afonso Estebanez



Fica a paz de um canto triste
dos riachos que vão embora,
vem a tarde e o canto insiste
nos meus ouvidos de aurora.

Resta uma chama encostada
numa sombra sem memória,
fica a noite e um quase nada
do que fora a minha história.

Não sou mais aquela infância
debruçada em teus terraços.
Vais!... E deixas a Esperança
desmaiada nos meus braços.

O homem nasce e vira glória
quando é pedra e vira a flor:
Deus então mais comemora
quando é barro e vira amor.

Afonso Estebanez 



6 comentários:

Luís Coelho disse...

Belíssimo este poema que nos enche de encanto e que nos faz acordar na beleza das palavras que transformam a pedra em flor e barro em amor.
Desejo do coração uma boa semana para vós.

Dora Regina disse...

Como sempre, um lindo poema...Obrigada pela partilha.
Desejo uma ótima tarde domingo, pra você e para quem mais ama…
Um abraço de amizade!

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Sonia
ainda bem que fica a esperança, e ela é a grande alavanca da vida.
Tenha uma linda semana.
Um abraço

Vieira Calado disse...

Grato pela partilha.

Bjs

Lou Witt disse...

Feliz por encontrar alguém que ama Floripa assim com eu.

Seu blog é lindíssimo e fiquei lisonjeada por ter um poema meu postado aqui.

O meu ainda é bebê, está nascendo agora, mas meu amor pela ilha já é antigo.

Beijo de carinho!!!

Mulher na Polícia disse...

Gente...

Essa cidade é linda demais!!!
: )

Belíssimo poema, linda!
Belíssimas fotos, como sempre.

Linda, vc!
: )

Beijos!