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18 janeiro 2011

Lira do Pôr do Sol


Volto na tarde sem brisa,
vou pelos túneis do tempo,
para ver se em algum atalho
encontro a manhã da infância,
cheia das rosas de maio,
cheia de andores azuis...

- Nas procissões da Esperança,
eu tinha pássaros na alma
e ramos verdes na mão...
Nossa Senhora da Glória!
ao longo das alamedas
quanta luz havia então!

Volto na tarde sem brisa...
Mas só encontro os presságios
dos nimbos que se aglomeram
da grande noite parada
no chapadão dos novembros...

-Em que atalho do passado,
em que alameda perdida
ficou a manhã da infância,
cheia de rosas de maio
cheia de andores azuis?

Antonieta Borges Alves
In Lírios de Pedra



13 comentários:

M@ria disse...

A lágrima com o brilho do cristal,
banha o teu rosto, a tua história;
a maior força do bem sobre o mal,
traça as honras da tua vitória...

Oswaldo Genofre

Amor & Paz no seu dia...M@ria

Richard Mathenhauer disse...

Lindos versos!
E lindas imagens!
Senti como se fossem para mim, esse sentimento egocêntrico de ver certas coisas no mundo e toma-las para sua história pessoal...

Abraços do amigo de São Paulo,

SAM disse...

Amiga,


Belíssimas fotos e um poema maravilhoso. Obrigada pela bela partilha e me apresentar a poeta.

Carinhoso beijo

Phivos Nicolaides disse...

Oi amiga. Lindo blog! Que tragédia! Rio

Sonhadora disse...

Minha querida

Um poema maravilhoso e fotos lindas.

Deixando um beijinho
Sonhadora

Francisco Vieira disse...

Passei a deixar os meus respeitosos cumprimentos. Tudo de bom

Sotnas disse...

Olá Sônia, desejo que tudo esteja bem contigo sempre!
Belíssimo poema de Antonieta Borges Alves. Ainda não conheço muitos de seus poemas, pois este é o segundo dela que leio, e gostei deveras, sabe demonstrar em palavras sentimentos nossos! E também gosto muito das imagens por você postadas, lindas mesmo e o local ajuda, esta ilha paradisíaca!
Desejo que você e todos ao redor tenham iluminada e feliz existência sempre, grande abraço e até mais!

Lu disse...

Oi! Sônia

Eu gostaria de sentar nesse banco, e passar horas olhando o mar...

Que lindas fotos! Ótimos versos...Tudo lindo

Abraços,
Lu

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Sonia!
Saudades da infância; quem as não tem?
Está lindamente passado a escrito este desejo de retorno ao passado.

Abraço amigo.
Vitor

MAILSON FURTADO disse...

Belo post...

Belo blog...

Parabéns!!!

Convidaria vc a conhecer meu trabalho...
http://mailsonfurtado.com

Grato demais!

MAILSON FURTADO disse...

Belo post...

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Parabéns!!!

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Grato demais!

Graça Pereira disse...

O layout maravilhoso que convida a ficar aqui e ler um poema delicioso:
"" Em que atalho do passado/ Em que alameda perdida/ ficou a manhã da infância/cheia de rosas de maio/cheia de andores azuis'"
Onde estarão essas manhãs da infância??
Beijo e bom fds
Graça

Mulher na Polícia disse...

Eu sei...
Elas se escondem numa gavetinha chamada saudade.

: )

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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