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25 fevereiro 2011

Poema Desenhado


No meio da página escrevo ao acaso a palavra "menina"

e à sua magia, um caminho abre-se
para ela andar.

E como houvesse brotado aos seus pés um arroio espiador
uma ponte estendeu-se
para ela atravessar.

Mas a menina
agora parou
e do meio da ponte namora encantadamente nas águas
a graça inacabada de seu pequenino rosto feito às pressas.

Às pressas...
(nem tive tempo de lhe dar um nome)

A vida é assim,
meninazinha sem nome...

A vida nem dá tempo para a vida!



Mário Quintana
In Baú de espantos



8 comentários:

Meg disse...

Menina e moça numa ilha!Uma serenidade inocente, uma magia desejada, um voltar atrás...um dia em rapariga, hoje mulher!
Parabéns!
Meg

Marisa Mattos disse...

Só Quintana pra retratar a sensibilidade de um momento tão raramente belo...
Passando pra marcar presença e matar a saudade...Bom domingo!!!!

Marisa Mattos disse...

Só Quintana pra retratar a sensibilidade de um momento tão raramente belo...
Passando pra marcar presença e matar a saudade...Bom domingo!!!!

Marisa Mattos disse...

Só Quintana pra retratar a sensibilidade de um momento tão raramente belo...
Passando pra marcar presença e matar a saudade...Bom domingo!!!!

Cris Tarcia disse...

Lindo poema de Quintana, e as fotos maravilhosas, que lugar encantador.

Beijos

BLOG DO PROFEX disse...

Que ilha paradisíaca, Sônia. E aind não tinha aportado por aqui. Belas paisagens e poesias lindas. Quintana, quintessência...
Grande abraço!

momo disse...

te ha quedado lindoooooooooo
A mi me es más facil leerte así...y ahora mismo me voy a dar un paseo por todas tus orillas.
me llevo tus fotos de slide a mi face.
gracias por estar ahí siempre a pesar del tiempo y mis viajes fuera de ni orilla.
Un abrazo grande lora

Carmem Teresa disse...

Nosso grande mestre, que das coisas mais singelas faz nascer as mais filosóficas poesias ....O sublime se faz da simplicidade.

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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