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26 março 2011

No centro do mar



Lá no centro do mar, lá nos confins
onde nascem os ventos, onde o sol
sobre as águas douradas se demora;
Lá no espaço das fontes e verduras,
dos brandos animais, da terra virgem,
onde cantam as aves naturais:
Meu amor, minha ilha descoberta,
é de longe, da vida naufragada,
que descanso nas praias do teu ventre,
enquanto lentamente as mãos do vento,
ao passar sobre o peito e as colinas,
erguem ondas de fogo em movimento.


José Saramago 


Praia da Sepultura, Bombinhas

8 comentários:

Luís Coelho disse...

Lá longe nesses recantos desconhecidos... o amor renasce como fontes de vento que amacia a pele...

Boa escolha e um poema de sonho.

Graça Pereira disse...

Linda escolha deste poema de José Saramago. Nessa ilha ele descansou de amarguras e descobriu o amor!.É uma ilha encantada como a tua, onde os bons ventos sopram e nos trazem a delícia dessa música.
Beijo e boa semana.
Graça

Sonhadora disse...

Minha querida

Passando para deixar um beijinho e passar a vista pelas imagens sempre lindas...adorei o poema de Saramago e deixo um beijinho.

Sonhadora

Daniela Valente disse...

belissimo!!!
te sigo!

tossan® disse...

Amazing! Bj

Maria disse...

Lindo poema de José Saramago e como sempre fotos encantadoras.
Tenha uma excelente semana.
beijinhos
Maria

Sotnas disse...

Olá Sônia, que tudo esteja bem contigo!
Belíssimo e envolvente poema de Saramago, junto a estas belas imagens e com esta trilha ao fundo, e ficamos por conta dos suaves sentimentos, encantados. Parabéns pela bela postagem e pelas lindas imagens!
Desejo a você e todos ao redor infinita felicidade, obrigado pelas visitas, abraços e até mais!

Lu Nogfer disse...

Ola Sonia

Otima escolha!

Um poema lindo e cheio de vida!
Fez-me bem ler!

Beijos e boa semana!!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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