.

.

05 julho 2011

Noturno


Devagar, devagar... A noite dorme
e é preciso acordar sem sobressalto.
Sob um manto de sombra, denso, informe,
o mar adormeceu a sonhar alto.

Devagar, devagar... O rio dorme 
sobre um leito de areias e basalto...
Malhada pela neve a serra enorme
parece um tigre a preparar o salto.

E dorme o vale em flor. Dormem as casas.
Nenhum rumor. Nenhum frêmito de asas.
Nada perturba a noite bela e calma.

E dormem os rosais, dormem os cravos...
Dormem abelhas sobre o mel dos favos
e dorme, na minha alma, a tua alma.

Fernanda de Castro

Imagens Praia dos Ingleses

6 comentários:

Lídia Borges disse...

Shiuuu!...

Que lindo! Serenidade e beleza.

Um beijo

Victor Gil disse...

Minha querida amiga.
Imagens são de respirar fundo. O soneto de respirar mais ainda profundo. Com tudo isso, adormecer é sonhar.
Meu beijo e meu carinho de sempre.
Victor Gil

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Sônia! Passando para te cumprimentar e apreciar este lindo soneto, com ênfase para o quarteto abaixo:

Devagar, devagar... O rio dorme
sobre um leito de areias e basalto...
Malhada pela neve a serra enorme
parece um tigre a preparar o salto.

Beijos pra ti e para o Eduardo.

Furtado.

MARILENE disse...

Que lindo adormecer! É a alma que encontra abrigo na beleza e no sentimento.
Bjs.

Sotnas disse...

Olá Sônia, que tudo permaneça bem contigo!

Belo e sensível texto expressando os belos sentimentos do adormecer, até da alma.
Belo poema de Fernanda Castro e como sempre de belas imagens da sua ilha onde bate um vento, que pelo jeito é muito bom!
Agradecido pela amizade e visitas desejo a você e todos ao redor infinita felicidade, abraços e até mais!

Maciel disse...

Oii estou te seguindo!
Ficarei muito feliz se vc visitar o meu blog e me seguir tb :)
Bjs

http://conversadeblogueiro.blogspot.com

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

.

.