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13 agosto 2011

Dia dos Pais com Mário Quintana


As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

Mario Quintana



6 comentários:

Eloah disse...

Oi querida.Este poema de Quintana é lindo.Faz-me antever a figura do meu pai.Fiquei emocionada.Tuas fotos, como sempre lindíssimas.Nossa ilha hoje estava sensacional banhada pelo sol que veio lindo e forte.Bom domingo querida e que seja de muito sol e muito amor no coração.Bjs Eloah

Luiza França disse...

Este poema do Quintana é lindo. Perfeito e descreve com exatidão essa figura mitológica, única, secular, universal que é o nosso paizinho.

Perfeita recordação!

Bjs

Ps. Adorei o seu blog

Ivana disse...

Um feliz domingo dos pais pertinho das pessoas amadas. Um abraço.

Luís Coelho disse...

Parabéns a todos os pais e que cada um o saiba ser cada dia mais e melhor

Este poema enche-me a alma de saudade.

Malu disse...

Quintana com sua altivez e doçura nas palavras, sempre! Ideal para está semana que está começando.
Abraços, minha querida amiga

Vitor Chuva disse...

Olá, Sonia!

Linda homenagem, sentida, a esse pai trabalhador, de mãos calejadas, que desafiava o mundo.Bonita maneira de se recordar um pai, assim desta maneira cheia de ternura.

Boa semana; abraço amigo.
Vitor

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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