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05 outubro 2011

Restos


Há um resto de noite pela rua,
Que se dissolve em bruma e madrugada.
Há um resto de tédio inevitável,
Que se evola na tênue antemanhã.
Há um resto de sonho em cada passo,
Que antes de ser se foi, já não existe.
Há um resto de ontem nas calçadas,
Que foi dia de festa e fantasia.
Há um resto de mim em toda a parte,
Que nunca pude ser inteiramente.

Ildásio Tavares


Imagens da Praia da Joaquina

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Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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