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05 novembro 2011

Flor de grama


Sei que a pequena flor de grama, tenra e triste,
Ao ser pisada pelos pés do distraído,
Mergulha, afunda, então, no chão endurecido,
Depois ressurge da semente que resiste.
Nasce outra vez e, florescendo, ainda insiste
Em enfeitar belo jardim adormecido,
Flor rastejante, mas de um lindo colorido,
Que o vento sopra não a tirando da haste em riste.
Quisera eu ser forte como é a flor da grama.
Quando pisado, reacender em outra chama
E, humildemente, iluminar nossos caminhos.
Escurecidos pela incompreensão e a dor,
Pode levar a todo canto só amor
E exterminar com a amargura dos sozinhos.

José Gilberto Gaspar



2 comentários:

Luís Coelho disse...

Que mensagem maravilhosa e que ternura de poema.
Parabéns pela escolha e pela força que veio transmitir com este poema.

Graça Pereira disse...

Um poema lindo como a simplicidade da flor da grama que resiste ao ser pisada e, ainda assim, leva o seu encanto a todo o lado!
Beijo

Graça

Quem sou eu

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Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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