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10 fevereiro 2012

A Teia


O tempo tece a teia 
feito aranha invisível
e, quando se vê preso
no seu próprio fio,
a si mesmo se desfia
num gesto intraduzível.

O tempo é Penélope:
à noite desfaz o que fez de dia.
Sua espera é para sempre
e, enquanto espera, fia.


Jorge Fernando dos Santos



6 comentários:

Luís Coelho disse...

Um poema lindíssimo.
A teia do tempo se fia e desfia.

Onde estão os seu amigos ?? Eram tantos seguidores e admiradores do seu trabalho.

Espero não a perder nestes recantos de partilha saborosa de poesia e música.

Deixo-lhe um abraço e também ao Eduardo, meus primeiros amigos, e a quem guardo num quadro de grande apreço e amizade.

Princesa do Mar disse...

Fiquei encantada, minha amiga!!!
Que delícia este teu recanto tão cheio de magia! Tem o dom de acalmar a minha alma e deixar que ela possa voar embalada numa suave sensação!

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Sonia!

Tenho estado ausente, e é sempre com prazer que aqui venho, a este bonito recanto.
É muito bonito o poema, ainda mais pela sua singeleza, de facilidade enganadora.

E que bom que seria se pudéssemos fazer como o tempo quando ficamos enredados nesta vida...!

Um abraço amigo.
Vitor

Aníbal Raposo disse...

Lindo poema Sônia.
Lindas também as fotos.

Cris Tarcia disse...

Lindo poema, e as fotos maravilhosas.

Beijos

Luciane Morais disse...

Como é maravilhoso passar por aqui Sônia. As fotos, as poesias é tudo encantador!

Tudo de bom pra te*
Abraços

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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