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08 abril 2012

Quietude


Que poema de paz agora me apetece!
Sereno,
Transparente,
A sugerir somente
Um rio já cansado de correr,
Um doce entardecer,
Um fim de sementeira.
Versos como cordeiros a pastar,
Sem o meu nome embaixo, a recordar
Os outros que cantei a vida inteira.

Miguel Torga
 in Antologia Poética


 Imagens: Garopaba, Praia da Pinheira e Guarda do Embaú

4 comentários:

Marcia disse...

Minha linda Sonia,aqui tudo é lindo!!
Desde as poesias as fotos maravilhosas,desejo a você uma linda semana!Saudades Marcinha.

Ana Martins disse...

Que lindo, hoje, aqui, canta o poeta!

Beijinho,
Ana Martins

Graça Pereira disse...

Miguel Torga fica tão bem nesta doce paz.
Espero que a Páscoa tenha sido docinha.
Beijo
Graça

Rui Pascoal disse...

"Soltei as palavras ao vento"... e o vento trouxe-as até mim. Obrigado.
Bonitas imagens e poesia também. Gostei. Muito!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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