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01 maio 2012

Poesia



No fundo dos meus olhos,
Quando eu não puder reconhecer
o brilho de outros sonhos
ou mesmo quando o riso
não trouxer ternuras e esperanças,
ainda há de restar a sedução do verbo,
aquele que me toma a alma em sobressalto,
aquele que arrebenta algemas do passado,
que estilhaça o painel da realidade
e me oferece
a taça inebriante do apenas imaginado ...
No fundo do meu peito,
quando o coração quiser calar
todas as vozes que me encantam,
emudecer canções que me acalentam,
silenciar acordes que me embalam,
ainda hei de escutar
uma orquestra de estrelas cristalinas,
miríades de graças ,luzes, cores, vidas,
pois onde a poesia está,
ali, eu vivo ...


Alphonsus Guimaraes



5 comentários:

isa disse...

Belíssimo Poema!
Que bem esta música o acompanha!
E as fotos? Lindas.
Beijo.
isa.

Ana Martins disse...

Fantástico poema Sónia, uma bela escolha, sem dúvida!

Beijinho,
Ana Martins

Eloah disse...

Lindo poema.Na vida sempre existirá luz quando nossos olhos puderem as distinguir.
Belas fotos. Luz e sensibilidade para captar a beleza da Ilha de sol e mar.
Parabéns!
Bjs Eloah

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Sonia!

Sabe sempre bem aqui aportar, ainda que seja só de vez em quando.

É muito bonito o poema, e essa rocha brilhante é um encanto; a fazer lembra lembrar escultura em bronze dum artista Inglês de que agora não lembro o nome...

Abraço amigo; bom fim de semana.

Vitor

Sotnas disse...

Olá Sônia, desejo que tudo esteja bem contigo!

Poema deveras intenso, prova que teu bom gosto a faz escolher sempre bem, e parabéns pelas imagens, belíssimas sempre e expressando toda a sensibilidade que habita em ti. Admirável este teu espaço.
Eu agradeço por tuas visitas e comentários e desejo a você e todos ao redor um viver deveras intenso de felicidade, abraços e, até mais!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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