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14 agosto 2012



A tarde às vezes me convida
para um exílio nos campos
entre contornos de montes
ante o silêncio de uma ermida.

A uma luz inclinada
por um certo sopro de outono
às vezes a tarde me quer voo
em transparências de azul
por entre as nuvens à deriva.

A tarde, soberana, irreverente,
se esquece às vezes
que não tenho o descompromisso
das aves, que sou gente.

Fernando Campanella 



3 comentários:

Eloah disse...

Sonia, belo poema do Fernando!Aproveito minha visita no teu Blog ( sou fã fascinada pelas tuas fotos da nossa ilha ) para convidá-la para o lançamento do meu livro " A Dança da Vida" aqui em Florianópolis, na Câmara Municipal dia 29 de agosto, à Rua Anita Garibaldi, 35 - Centro às 19:30.Ficarei muito feliz com a tua presença.Bjs Eloah

Eu...Suzana disse...

Olá Sonia, amei o teu blog, tuas fotos e poesias. Tenho uma irmã que já morou em Florianópolis durante 6 anos e seguido ia visitá-la. Adoro Floripa, é linda demais mesmo, uma ilha encantada e quem passa ou mora nela jamais se afasta. Já estou te seguindo e te convido a visitares o meu espaço, também com poesias e músicas. Um grande beijo. Suzana.

Cris Tarcia disse...

Sonia, lindo poema, e as fotos lindas, me da uma saudade imensa do mar.

Abraço

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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