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25 agosto 2012

Borbulhante



Guardei meu poema dentro de uma bolha de sabão.
Como não ficar seduzida
pela circunstância lisa e transparente,
onde o arco-íris passeia docemente
e morre de amores pela espuma colorida?

Acomodado na nova moradia,
o poema suspirou e adormeceu.
Quando acordou, já não mais me pertencia.

A bolha de sabão se deslocara
e o poema apaixonado que eu criara
descobriu de repente que era teu.


Flora Figueiredo


Imagens de Itapema SC

4 comentários:

Luís Coelho disse...

Muito bonito este poema.
Quase uma bolha de sabão.
Criou-se mas rapidamente o mesmo desapareceu.
Desejo-vos uma boa semana.

:.tossan® disse...

Lindo! Saudade dos amigos importantes que não me visitam mais. Beijo

Graça Pereira disse...

Tudo aqui é lindo...como as bolas de sabão que eu fazia quando era garota!
Desapareceram...como diz o teu belo poema mas...ficaram para sempre na minha recordação.
Beijo e boa semana.
Graça

Bilherbeck disse...

Boa noite, poeta, estou de visita e deixo aqui meu abraço em forma de flores azuis para parabeniza-la por tão encantadorores poemas, que Deus siga te abençoando a alma no derrame de palavras aos nossos corações.

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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