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15 outubro 2013

Poente no meu jardim...


Poente no meu jardim... O olhar profundo
Alongo sobre as árvores vazias,
Essas em cujo espírito infecundo
Soluçam silenciosas agonias.

Assim estéreis, mansas e sombrias,
Sugerem à emoção em que as circundo
Todas as dolorosas utopias
De todos os filósofos do mundo.

Sugerem... Seus destinos são vizinhos:
Ambas, não dando frutos, abrem ninhos
Ao viandante exânime que as olhe.

Ninhos, onde vencida de fadiga,
A alma ingênua dos pássaros se abriga
E a tristeza dos homens se recolhe...

Raul de Leoni







5 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Uma poesia que nos leva ao interior das árvores despidas de folhas.
Parabéns pela escolha deste belo poema.

Parabéns pelo seu neto Antony. Está lindo e com um sorriso lindíssimo.
Em que pensará ele...??

Cidália Ferreira disse...

Bom dia

Pois.. Adorei o poema!
As imagens são divinais, gostei muito

deixo um beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Ricardo- águialivre disse...

Simplesmente ...-Divino

Deixo abraço
**********************
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Lídia Borges disse...


A tristeza do sujeito lírico perante as dores da humanidade.
Curiosamente escrevi hoje algo que se aproxima deste "poente no jardim".

Um beijo

Sotnas disse...

Olá Sônia, e que tudo esteja bem!

Viver é assim, dias alegres, outros menos, dias em que nos sentimos rodeados por todos, e dias em que mesmo tendo todos ao redor, nós podemos sentir o peso da solidão, mas, assim é viver, seguimos sempre em busca do próximo capítulo e tudo em volta faz parte deles!
Como sempre você compartilha com os amigos um belíssimo poema, assim como este soneto que em companhia destas belas imagens fazem este teu espaço deveras agradável e encantador, obrigado e parabéns!
E grato por tuas gentis visitas também eu desejo que seja sempre deveras intenso e feliz o teu viver, um grande abraço e, até mais!

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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