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11 novembro 2013

Triste encanto das tardes borralheiras...



Triste encanto das tardes borralheiras
Que enchem de cinza o coração da gente!
A tarde lembra um passarinho doente
A pipilar os pingos das goteiras...

A tarde pobre fica, horas inteiras,
A espiar pelas vidraças, tristemente,
O crepitar das brasas na lareira...
Meu Deus... o frio que a pobrezinha sente!

Por que é que esses Arcanjos neurastênicos
Só usam névoa em seus efeitos cênicos?
Nenhum azul para te distraíres...

Ah, se eu pudesse, tardezinha pobre,
Eu pintava trezentos arco-íris
Nesse tristonho céu que nos encobre!


Mário Quintana



2 comentários:

Sotnas disse...

Olá Sônia, e que tudo esteja bem!

Toda a sensibilidade do mestre Quintana neste poema que você com a tuas sempre perfeitas escolhas compartilha com os amigos, grato por isso!
Ainda em companhia de tão lindas imagens, é sempre tão encantador este teu espaço, e eu grato por tua amizade e visitas desejo que seja sempre tão feliz e intenso o teu viver, um grande abraço e, até mais!

Eloah disse...

Quintana encanta como sempre! As fotos perfeitas de uma natureza sem par.Amei.Bjs Eloah

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

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