.

.

03 dezembro 2013

Coaxar dos sapos



Coaxar dos sapos, quando a noite é calma,
sem jardins simbolistas, nem repuxos cantantes,
nem rosas místicas na sombra, 
nem dor em verso...
Coaxar dos sapos, longamente,
quando o céu palpita na moldura da janela,
num mistério doce, 
num mistério infinito,
e em cada estrela há um lábio, 
umlábio puro que treme,
e um segredo na luz 
que palpita, palpita...

Augusto Meyer, 
em “Coração verde”, Porto Alegre: Globo, 1926.


3 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Fantástico!!


Beijinho
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Ritinha disse...

Uau!!!
Fotos incriveis e que o coaxar dos sapos traga boas recordações ao longo do tempo.
Gostei muito!
bjs
Ritinha

Carmem Dalmazo disse...

Oi Sonia..
Que poema fantástico...Uma relíquia linda...
Beijo querida!...

Espero tua visita no meu Blog Raio de Sol...

Quem sou eu

Minha foto
Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

.

.